Objectivos
O problema da formação de professores foi sempre uma das questões essenciais dos sistemas educativos, pois que da maior ou menor preocupação com que seja encarado depende, em larga medida, o seu funcionamento.
Entre as marcas que se assinalam na formação de professores, ao longo de décadas, sobressaem o imobilismo, a inexistência de planificação, a falta de coerência de algumas determinações, a desconexão entre a formação e o trabalho futuro, que originam problemas de vária ordem, resultado afinal do facto de se ter constantemente ignorado a necessidade de colocar a ênfase na educação e, por consequência, na formação de professores.
A formação de professores exige hoje, mais do que nunca, uma reflexão cuidadosa sobre o que têm sido e continuam a ser as nossas práticas nesse âmbito. Temos consciência de que não há ensino de qualidade, nem reforma educativa, nem inovação pedagógica, sem uma adequada formação de professores.
É hoje relativamente consensual que, na formação de um professor, a formação inicial e a formação contínua terão de ser perspectivadas como etapas complementares, das quais a segunda é, necessariamente a mais longa.
Não só não se pode esperar de uma formação inicial, qualquer que ela seja, que habilite o profissional, de uma vez por todas, a dar resposta adequada a todos os problemas que o efectivo exercício da profissão levanta, como também não é certo que o simples contacto , ainda que prolongado, com as realidades profissionais seja condição suficiente de formação contínua e eficaz: de facto, sem teoria, sem uma procura deliberada e sistemática da compreensão, a experiência não vai além de uma colectânea mais ou menos casual de factos mais ou menos isolados, dos quais nenhuma atitude, nenhuma acção se pode validamente deduzir.
Não existe, do nosso ponto de vista, um único modelo de formação de professores que garanta sucesso em todas as circunstâncias. Porém, há uma crescente concordância em que os modelos com mais sucesso são provavelmente, os que envolvem uma forte componente de trabalho centrada nas escolas, fazendo coincidir um espaço-trabalho com um espaço-formação, com o objectivo de imprimir as mudanças nos professores e nas escolas simultâneamente (Canário, 1994), organizando e realizando projectos com fortes dinâmicas de grupo.
Parece, também, relevante a implementação de programas que priviligiem uma estreita colaboração entre professores de diversos graus de ensino, favorecendo acrescidas oportunidades de discussão e reflexão, estimulando o aparecimento de novas alternativas, novos argumentos e novas perspectivas.
Desde que iniciou as suas funções, este Centro de Formação conserva as seguintes orientações fundamentais:
- Promoção de uma formação contínua o mais possível centrada na Escola, que associe à reflexão a realização, à investigação a acção e à teoria a prática.
- Promoção de uma formação contínua de qualidade, que vise dar resposta efectiva às necessidades de formação dos docentes das escolas associadas.
- Promoção de uma formação contínua preferencialmente elaborada e ministrada por formadores em exercício de funções nas escolas associadas, sem excluir qualquer forma de colaboração com as entidades que com o Centro estabeleceram protocolos de cooperação.
- Promoção de uma formação contínua que articule os diferentes recursos disponíveis a nível regional, nomeadamente através das modalidades de cooperação acima mencionadas.
São objectivos do Centro de Formação Tomás Ribeiro:
- Contribuir para a promoção da formação contínua dos docentes das escolas associadas.
- Fomentar o intercâmbio e a divulgação de experiências pedagógicas.
- Promover a identificação das necessidades de formação dos docentes das escolas associadas.
- Adequar a oferta à procura de formação pelos docentes das escolas associadas.