Plano anual
Acções para Pessoal Docente
Ano de 2006
O regresso aos primórdios da Pangeia: testemunhos na Costa Vicentina
Local:
1ª aula - Escola Secundária/3 de Tondela
2ª e 3ª aulas - saída de campo (2 dias): Costa Vicentina e região de Sagres
1ª Aula (teórica e teórico-prática) (8 horas)
Período da manhã (4 horas com pausa a meio)
- Noções básicas sobre Tectónica de Placas e sobre o Ciclo de Wilson;
- Evolução tectónica da Zona Sul Portuguesa (Ciclo Varisco) e da Bacia Algarvia: contributos para um melhor conhecimento sobre as fases de acreção (Paleozóico superior) e de fragmentação (início do Mesozóico) da Pangeia. O problema do (des)conhecimento do Pérmico em Portugal.
- Noção de carta paleotectónica e paleogeográfica e fundamentos da sua construção. Exemplos de leitura de cartas regionais, publicadas na literatura.
- Exercício de aplicação de conhecimentos adquiridos.
Período da tarde (4 horas com pausa a meio)
- Estruturas primárias observáveis em rochas sedimentares, reveladoras da dinâmica dos respectivos ambientes de formação;
- Noção de polaridade sedimentar e critérios para a sua determinação;
- Estruturas não primárias, resultantes de diferentes mecanismos de deformação: dúctil e frágil. Noções de clivagem e de xistosidade.
- Implicações ao nível da utilização dos critérios de polaridade para a classificação de estruturas de deformação dúctil (dobras);
- A utilização da bússola de geólogo. Princípios básicos, exercícios práticos e projecção de informação estrutural em mapas topográficos. A utilização da rede estereográfica (projecção de Schmidt), como instrumento de análise estrutural e geodinâmica.
- Preparação da visita de estudo à Costa Vicentina.
2ª e 3ª Aulas (práticas) (em dois dias seguidos, no campo, perfazendo um total de 8 + 9 horas, com curtas paragens para almoço)
- Visita a diferentes afloramentos na Costa Vicentina e região de Sagres (Algarve) (num total aproximado de 8 paragens), demonstrativos dos aspectos teóricos desenvolvidos na 1ª aula;
- Análise, ilustração em caderno de campo, e interpretação, de estruturas representativas de deformação dúctil e de deformação frágil;
- Idem para estruturas primárias associadas a dinâmica original dos ambientes de sedimentação: estudo de paleocorrentes;
- Observação e interpretação, in situ, de aspectos relacionados com a evolução geodinâmica da margem oeste ibérica, registados nas rochas aflorantes na Costa Vicentina e no Algarve ocidental;
- Como tirar partido dos afloramentos, para fins didácticos; integração dos conteúdos ministrados no campo com os conteúdos programáticos, particularmente das disciplinas de Biologia e Geologia e de Geologia do Ensino Secundário;
- Estratégias para a sensibilização dos alunos relativamente à necessidade de protecção do Património Geológico.
para a necessidade da protecção do Património Geológico.
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